Jogos terapêuticos online e IA clínica no consultório de psicologia
Por Moises Lopes Ferreira ·
Um software para consultório psicológico com jogos terapêuticos e IA clínica existe e pode ser testado sem cartão: o Mental Planner reúne, no plano Gratuito, uma biblioteca de jogos em cinco modos, com as partidas registradas no prontuário do paciente, e IA para transcrição, resumo, preparo e análise teórica, usando a chave do provedor da própria profissional.
O que são jogos terapêuticos em sessão e para que servem?
No Mental Planner, um jogo terapêutico é um conjunto de perguntas com nome, descrição, etiquetas e, se a autora quiser, categorias e classificações. A profissional escolhe um jogo da biblioteca, cria o seu ou pede um rascunho à IA, e joga com o paciente em um dos cinco modos. Cada pergunta mostrada ganha um campo de anotação.
O jogo é um recurso de mediação da sessão, a critério da profissional: ele organiza a conversa em torno de perguntas, e o que fazer com cada resposta é decisão clínica dela. O Mental Planner não atribui aos jogos nenhum efeito terapêutico; nada no sistema substitui a avaliação e o registro da psicóloga.
A biblioteca tem as abas Todos, Públicos e Meus jogos, com busca por título e etiquetas. Os jogos públicos vêm de profissionais que ofereceram um jogo seu: cada um mostra a autora, o registro e as referências, e só é publicado depois de análise, com a autorização dela registrada. Um jogo público pode ser duplicado como cópia privada, com os créditos da autora.
Quais são os cinco modos de jogo e quando usar cada um?
O mesmo jogo pode ser jogado em mais de um modo; o modo que ele não suporta aparece desabilitado com o motivo (o Classificar precisa de perguntas com classificação). A escolha é da profissional; o que muda é a mecânica.
| Modo | Como funciona | Para que tipo de jogo serve |
|---|---|---|
| Cartas | Um baralho com as perguntas. A profissional tira uma carta por vez, com contador; a ordem pode ser a do jogo ou embaralhada, e Embaralhar refaz só a ordem das que ainda não saíram. | Perguntas abertas, uma de cada vez, no ritmo da conversa. |
| Roleta | Uma fatia numerada por pergunta. Girar sorteia uma das que ainda não saíram; quando todas saíram, Recomeçar zera só o sorteio. | Quando a ordem deve ser sorteada, sem escolha de ninguém. |
| Classificar | Cartas em cima e uma zona por classificação embaixo. A carta vai para a zona por arrastar e soltar ou por um seletor, pelo teclado. Ao final, o sistema mostra quantas foram para a zona certa. | Jogos com categorias definidas pela autora, em que a resposta é uma escolha entre zonas. |
| Flashcards | Cartões com frente e verso, escolhidos entre a frase, a categoria e a classificação. Clique ou Enter vira o cartão; setas avançam e voltam, com contador. | Revisar conceitos ou pares: a frente pergunta, o verso responde. |
| Tabuleiro | Uma casa por pergunta, na ordem do jogo. O dado anda a peça e abre a pergunta da casa; na última, aparece Fim do tabuleiro. | Um percurso com começo e fim, em que a sessão avança casa a casa. |
Como a partida entra no prontuário?
Ao começar, a profissional escolhe com quem vai jogar. Com um paciente, nasce uma partida: cada pergunta mostrada vira um item, com o texto copiado naquele momento e a anotação que ela escrever; no Classificar, também a zona escolhida e os acertos. Uma partida aberta pode ser retomada do ponto em que parou. Jogar sem paciente não grava nada.
A partida aparece na aba Jogos do prontuário do paciente, com o jogo, o modo, a data, cada pergunta e a anotação, ao lado das sessões, evoluções, diagnósticos, documentos e pagamentos. A Resolução CFP 01/2009 manda registrar a evolução e os procedimentos técnico-científicos adotados (art. 2º, III); a partida fica junto desse histórico, e a anotação segue sendo o registro da profissional. Veja como o prontuário é organizado em prontuário eletrônico psicológico.
Dá para jogar à distância, com a tela compartilhada?
Sim. Em qualquer modo, o botão Compartilhar tela abre, em outra aba, uma página pública com fundo escuro e letra grande que espelha o estado da partida: a carta tirada, a pergunta sorteada, o cartão virado, a casa do tabuleiro ou as zonas do Classificar. A profissional conduz o jogo da tela dela; a do paciente atualiza a cada dois segundos.
O link tem um código próprio da partida, sem login. Ele nunca mostra o nome do paciente nem as anotações, e deixa de funcionar quando a partida é encerrada: quem o abrir depois vê "A partida foi encerrada". A tela compartilhada só existe em partida com paciente e faz parte do plano Profissional.
Como criar um jogo com IA?
Em Novo jogo, a opção Criar com IA pede o modo pretendido, para que serve o jogo e quantas perguntas gerar, de 5 a 30 (o padrão é 12). A IA devolve um rascunho no formato do editor: perguntas, categorias e, para o Classificar, de duas a quatro classificações. Nada é salvo nessa etapa: o rascunho abre no editor com o aviso "O conteúdo gerado é responsabilidade da profissional: revise antes de salvar", e só vira jogo quando ela salva, registrado como criado com IA. O recurso usa a chave da profissional e está no plano Profissional.
O que a IA clínica faz, e o que ela não faz?
A IA clínica trabalha sobre as sessões do paciente, a pedido da profissional:
- Transcrição e resumo da sessão, para a profissional revisar antes de aplicar ao registro.
- Preparo do próximo atendimento, a partir das sessões do paciente.
- Análise teórica do material da sessão.
- Importação de fichas e prontuários em PDF ou Word: a IA extrai o cadastro e as evoluções, para revisão antes de gravar.
- Criação de jogos terapêuticos, como descrito acima.
O que ela não faz: a IA não diagnostica. O diagnóstico é um registro da profissional, feito com a busca interna na CID-11 e no DSM-5-TR, que não passa por nenhum provedor de IA. A IA também não substitui o registro: o resultado de uma transcrição, de um resumo ou de uma análise só entra no prontuário depois que a profissional lê, aplica e salva; até lá, é um texto proposto. O mesmo vale para a importação de fichas e para o rascunho de jogo.
Quem paga a IA, e de quem é a chave?
A IA funciona com a chave do provedor da própria profissional, OpenAI, Gemini ou Claude, cadastrada em Configurações › IA. O Mental Planner não cobra pela IA: o uso é pago por ela diretamente ao provedor, e cada função (transcrição, resumo, preparo, análise, importação, criação de jogos) pode ser direcionada ao provedor e ao modelo que ela escolher. Sem provedor configurado, o recurso avisa e leva a Configurações › IA.
E o sigilo e a LGPD?
A área de jogos é só da profissional: a secretária não tem acesso a ela nem ao prontuário, e as anotações das partidas são dado clínico, que não sai para a secretária nem para o portal do paciente. A tela compartilhada mostra apenas o estado do jogo, sem nome nem anotação.
Na IA, o conteúdo da sessão vai para o provedor que a profissional escolheu, com a chave dela, e é ela quem decide se e quando usar cada função. Pela Lei 13.709/2018 (LGPD), a profissional é a controladora dos dados dos seus pacientes e o Mental Planner é o operador, como está na Política de Privacidade.
Em que plano entra cada recurso?
- Plano Gratuito (R$ 0 por mês, sem cartão e sem prazo): biblioteca, os cinco modos, partidas no prontuário, e IA clínica para transcrição, resumo, preparo e análise teórica.
- Plano Profissional (R$ 97 por mês): tudo do Gratuito mais tela compartilhada, criação de jogos com IA e importação de fichas por IA.
- Plano Clínica (R$ 147 por mês mais R$ 77 por psicólogo que atende): tudo do Profissional para cada psicólogo, numa cobrança única.
Ao criar a conta, a profissional tem 30 dias do Profissional sem cartão; no fim, a conta continua no Gratuito, sem perder os dados. A lista completa está em Funcionalidades, e a tabela comparativa em Planos.
Perguntas frequentes sobre jogos terapêuticos e IA clínica
· Equipe Mental Planner · revisado por Moises Lopes Ferreira, fundador
